quarta-feira, setembro 3

O Poeta da Cordoaria

É com grande satisfação e apreço que volto a escrever neste blog. Como o meu caro Godofredo referiu, perdão, o meu caro Gan Pau Ming referiu, os últimos tempos não foram nada fáceis.

Ao visitar Jerusálem o meu mundo mudou e um clique se abateu sobre o único neurónio que disponho. A poesia sai-me agora pelas veias e entrefolhos! O mundo faz agora mais sentido e por essa razão decidi refugiar-me na Praça da Cordoaria a pregar ao meu povo.

Dos meus sermões, provérbios e parábulas, muito se tem falado em vários hospitais psiquiátricos, embora de uma forma generalizada e particular estejam compilados em "Folhas no Ânus? Uma pertinente questão.”, o meu novo best-seller.

Para vós uma passagem...


Sermão às Pombinhas

E diz esta parábola : Uma certa Pombinha tinha uma gruta escondida na sua montanha, onde foi procurar nela fruto , não o achando.

Disse então ao escavador : Eis que há três anos venho procurar fruto nesta gruta e não acho nada. Mais vale desistir e tapá-la de vez. Porque ocupa ela ainda a terra inutilmente?

E , respondendo ele , disse-lhe : Pombinha , deixe-a este ano , até que eu a escave e a esterque, se der fruto ficará, se não mandarás tapa-la.


Reflexão: A parábola da Pombinha refere-se aos π², ou seja o PiPi.

Em sua verdade aplica-se a todas as pessoas que professam crer na virgindade, mas que de facto não a praticam. Pois, tal como com um pau não faz uma canoa, também uma gruta não faz uma montanha. Mas há sempre exploradores que descobrem mais uma entrada!

DE VOLTA!

Há exactamente 5 meses e 23 dias que não corto as unhas dos pés. Essencialmente por uma questão de aerodinâmica. Embora o cumprimento das unhacas dificulte um bocado a minha locomoção, além de tornar complicado encontrar um par de sapatos confortáveis, sem dúvida que os meus saltos para a água, que podem ser admirados todas as quintas e sextas na piscina de Campanha, melhoraram bastante.

Há exactamente 5 meses e 23 dias que também não era publicado uma nova posta neste nosso magnifico blogue. Para a alegria de muitos e descontentamento de poucos, não nos foi possível publicar devido a uma serie de acontecimentos que tornaram impossível algum esforço criativo de escrita (se é que alguma vez houve algum) por parte dos Estarolas.) Acontecimentos esses, que passo agora a relatar:

No início de Maio, o Estarola Barnabé Rufino casou-se. Justificou o seu estupidificante acto com a desculpa de que desde pequeno sonhava em ser uma noiva de Maio. Felizmente, depois de estar quase 3 semanas sem lhe por a vista em cima, e já contemplada com uma bela armadura cornal maior que a Torre dos Clérigos, a mulher dele fartou-se, e é com muito gosto que anunciamos que os papeis de divorcio já foram metidos (já viram a linguagem jurídica empregue neste paragrafo, é de um calibre abismal!).

No inicio de Junho, o Estarola Alberico Atum, após uma visita a Jerusalém, recebeu um sinal, (presume-se de alguma garrafa de vodka marada) e convenceu-se que era o novo Messias, passando as seguintes semanas, a pregar nos jardins da Cordoaria, (sim era aquele tolinho vestido com um roupão azul-bebé e umas sandálias) contra o uso do papel higiénico, e a dissertar sobre as propriedades absorventes das folhas das arvores.
Foi detido nos finais de Julho, por ofensa aos bons costumes e actos exibicionistas, tendo sido acusado com mais 5 pombos por defecar em locais públicos. Aguarda agora, em liberdade julgamento, parecendo estar já curado, mas com a promessa de em breve editar um livro, com o titulo:” Folhas no Ânus? Uma pertinente questão.”

Já o Estarola Costeletas do Lombo, foi expulso do grupo. Além de ser de longe o Estarola com menos piada (o que num grupo como o nosso o coloca imediatamente abaixo dos Malucos do Riso) a gota que fez transbordar o copo de água, foi o seu anúncio público no casamento do Rufino que buscava agora na nova etapa da sua vida algum amor masculino de preferência africano. Após a sua imediata expulsão, nunca mais soubemos nada dele. Chegaram-nos aos ouvidos uns rumores que parava agora muita na zona da Trindade e respondia pela alcunha de Miss Sheila. A quem souber mais informações, faça o favor de nos enviar.